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Ginástica Sexual

Um método eficiente de preparação para o amor

Desde tempos imemoráveis o ser humano busca instrumentos que melhore o seu desempenho sexual. Das ervas milagrosas ao mais variados tipos de afrodisíacos, passando nos tempos modernos pelos divãs dos psicanalistas e por uma parafernália de meios mecânicos, tudo tem sido tentado para tomar o ato sexual uma das coisas mais satisfatórias da vida humana.

De toda essa busca emergiu nos últimos anos algo muito simples, prático e saudável: a ginástica sexual. A mulher que durante muito tempo foi condicionada a esquecer o prazer, com isso não dando prazer ao marido, descobriu, de repente, que o elixir do amor estava em suas mãos, ou melhor, no seu próprio corpo. Aprendendo a exercitar a musculatura pélvica, ela chega ao orgasmo pleno, oferecendo simultaneamente ao seu parceiro o máximo de prazer.

Os exercícios físicos do Dr. Arnold Kegel, ginecologista do Hospital Central de Los Angeles, são essenciais para que a mulher consiga a máxima participação no ato sexual. E com isto, pleno prazer.

O curso de ginástica sexual consiste numa série de exercícios internos e externos, que procuram estimular um músculo pouco conhecido e completamente descuidado que é o pubococcígeo. Ele está situado e entre estruturas ósseas, e sua contração não envolve outros músculos. Geralmente, quando não flácido, ele age como forte cinta que sustenta os órgãos pélvicos.

“As mulheres podem ajudar a sis mesmos a atingir o orgasmo desenvolvendo suas aptidões sexuais de forma a participar ativamente do ato sexual, aumentando as pressões labiais, expondo o clitóris à máxima estimulação, controlando as contrações vaginais e sincronizando as suas ações com as do marido. Tudo isso ela aprende na ginástica sexual”.

A ginástica está voltada basicamente para a correção da flacidez do músculo pubococcígeo. Como ele é um músculo descuidado, porque em nossas ações diárias não se exige movimentos pélvicos, a mulher acaba não tendo resistência, flexibilidade nem coordenação neuromuscular necessária à movimentação da pélvis.

“Ninguém espera tornar-se técnico em qualquer assunto sem um bom treinamento, a não ser no campo sexual. A mulher despreparada do ponto de vista neuromuscular é inepta como parceira sexual. Não só lhe falta desenvoltura física como também é deficientes em força, resistência, flexibilidade, tono, forma física e atributos associados aos músculos empregados no ato sexual”.

A ginástica sexual também é indicada e útil para a gestante, pois poderá aumentar a elasticidade da vagina, facilitando o trabalho de parto. Após o parto, serve como medida preventiva para evitar a queda da bexiga urina solta, etc.

O Doutor Kegel, que desenvolveu o método nos Estados Unidos, realizou pesquisas que mostram ser uma em cada vinte mulheres portadora de problemas relacionados à flacidez do músculo pubococcígeo, tais como incontinência urinária, queda do útero, da bexiga, etc. Por isto, a ginástica sexual tem sido, inclusive, utilizada para evitar operações de períneo, naqueles casos em que não existe ruptura.

A ginástica sexual serve para mulheres de todas as idades, e tem duração de três a seis meses.

 

Publicado na Revista Doutora – A Revista de Informação Científico-Cultura II (3) abril de 1985, São Paulo.
Prefácio do livro “Minha Ginástica”*, de Maria Lúcia Rezende

* Para adquirir o livro, entre em contato através deste site ou ligar para os telefones (11) 3884-6011 ou 9811-1253.
Endereço: Rua José Maria Lisboa, 356 cj. 44
Jardim Paulista - 01423-000
São Paulo – SP

O QUE É GINÁSTICA SEXUAL

O ato sexual é uma ação física que requer uma atividade muscular coordenada por parte do homem e da mulher, visando o prazer de ambos. Exercícios sexuais que estimulam e fortalecem os músculos pélvicos e vaginais muitas vezes podem ser responsáveis – principalmente nas mulheres – por uma resposta sexual mais positiva.

Após várias décadas em que inúmeros psiquiatras, psicólogos e sexólogos tentaram sanar disfunções sexuais através dos pontos de vista psicológico, baseados na influência de estados emocionais sobre o corpo, assistimos atualmente ao retorno da teoria oposta, já defendida em 1880 pelo grande psicólogo americano Willian James, em que afirmava: “não trememos porque estamos com medo: estamos com medo porque trememos”. Teoria similar, mas inteiramente independente, foi à proposta na mesma época pelo não menos ilustre e conhecido psicólogo dinamarquês C.C. Lange. O trabalho desses dois cientistas nesse campo, que se tornou conhecido como a Teoria de James-Lange, exprimiu a crença de que estados emocionais, ou “psíquicos” têm uma origem corpórea, ou “somática”. Passaram-se anos antes que o termo oposto, “psicossomático”, se tornasse popular. Tal termo expressa o fato de que certas condições do corpo, “somáticas”, tem origens “psicológicas”.

Só agora na última década é que o termo “psicossomático” se tornou parte do vocabulário das pessoas leigas, e não foi muito antes que a expressão “medicina psicossomática” passou a ser conhecida pelos médicos em geral.

Ainda mais recentemente foi redescoberto que as ações ou estados do corpo também tem efeito sobre os estados mentais ou emocionais e o termo “psicossomático” está começando a surgir com mais freqüência.

A mente e o corpo são uma unidade inseparável. Um não pode existir sem ou outro. Os pensamentos ocorrem em meio físico. Cada pensamento resulta em alguma alteração física e toda a ação física tem sua contrapartida mental. As distinções entre mente e corpo são “acadêmicas”, isto é, pertencem às discussões sem caráter prático.

As relações sexuais são atos físicos, desempenhados por seres físicos, que utilizam órgãos físicos, acionados por músculos físicos.

Os relacionamentos psíquicos – mentais, emocionais, psicológicos – são plenamente reconhecido, mas neste livro dirigimos nossa atenção para os aspectos físicos, aqueles que podemos na realidade sentir, ver e controlar diretamente.

O ato sexual é muito mais complicado, com suas múltiplas variações, posições e ações, e envolve duas pessoas que devem sincronizar seus movimentos para conseguirem o máximo em estímulo e satisfação mútuos. Tudo isso não pode ser aprendido por instinto ou intuição. Nem pode ser aprendido pela pratica incorreta – nem mesmo pela prática correta sem esforço, caso o equipamento básico seja deficiente.

A execução correta do exercício pode aumenta a extensão dos movimentos em todas as suas ações importantes pelo aumento da flexibilidade de seus músculos, tendões e ligamentos. Um exercício pode por em movimento músculos não utilizados previamente, aumentando assim sua agilidade e destreza. Pode exercitar importantes músculos de maneiras diferentes, permitindo-lhes exercer mais controle sobre o movimento de várias partes do corpo. Pode aumentar sua capacidade de realizar todas as ações, incluindo as que se relacionam com o importantíssimo ato sexual.

Os músculos treinados trabalham mais eficiente e eficazmente quando o esforço mental e físico é menor. Quanto maior o grau de coordenação neuromuscular, tanto menor o gasto fisiológico. Em conseqüência enquanto mais destreza adquirem os seus músculos relacionados com o sexo, maior será sua contribuição para o ato sexual, e mais prazer extrairão ou usufruirão o mesmo.

Há uma enorme necessidade de um programa de exercícios, que seja bem especializado e que vise especialmente à reabilitação de todos os músculos essenciais ao desempenho satisfatório do ato sexual.

Este livro lhe fornecerá o programa.

Os exercícios da ginástica sexual foram planejados para beneficiar tanto os homens como as mulheres, nessa área grandemente negligenciada.

 

(estes exercícios estão disponíveiss em dvds que poderão ser adquiridos através deste site ou ligar para os telefones (11) 3884-6011 ou 9811-1253. Endereço: Rua José Maria Lisboa, 356 cj. 44
Jardim Paulista - 01423-000
São Paulo – SP
Ou se preferir, aulas no mesmo endereço em sua academia de ginástica sexual.

 

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